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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MENSAGEM

TEMPO PARA AFIAR O MACHADO
( Nestor Adolfo Eckert)

Certo dia, um grupo de lenhadores resolveu fazer um concurso entre seus componentes. Tratava-se de disputar em duplas, um contra o outro, calculando tempo, rapidez, qualidade e quantidade de lenha que cada um conseguisse cortar. Quem cortasse mais lenha, da melhor maneira e menor tempo, venceria o concurso.
Um jovem teve a sorte de disputar com um adversário já bem avançado em idade. Cada um com seu machado em mãos e, ao sinal dado, iniciou-se a disputa.
O jovem lenhador, todo animado e confiante, dava pancadas para valer, com relativa rapidez e continuadamente. Suava. E quanto mais transpirava, mais animado se sentia, confiante na vitória. De vez em quando, espiava para o lado querendo saber como estava seu adversário, o velho lenhador. Às vezes, percebia que o velho estava sentado, sem dar machadadas. Isso o animava mais, confiando na vitória certa.
Ao fim do tempo estabelecido para ambos, os juízes apuraram a quantidade de lenha cortada, que cada qual havia conseguido. Feitas as contas, verificou-se que o idoso havia cortado bem mais lenha, com melhor qualidade, menos desperdício e menor tempo do que o jovem.
O jovem dirigiu-se ao velho e lhe perguntou: " Como foi possível o senhor vencer, pois que de vez em quando o senhor estava sentado, sem fazer nada, enquanto eu não parei de cortar lenha?"
O lenhador idoso, com muita compreensão, olhou para o jovem e lhe disse: " Eu de vez em quando, estava sentado, sim. Mas, não sem nada fazer. Nesses momentos, eu estava afiando meu machado. Isso facilitou e melhorou o meu serviço.

OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA

OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA: 15 de OUTUBRO DE 2009
TP: 6 UNIDADES: 21 e 22.


PAUTA:

01. Sensibilização
02. Relato de experiência
03. Fundamentação teórica
04. Socialização
05. Dinâmica
06. Avançando na prática
07. Apresentação coletiva
08. Avaliação da oficina
09. A próxima oficina
10. Confecção de cartões

Começamos o encontro com a leitura do texto: " IDENTIDADE"de Hardy Guedes

Às vezes, num fim de tarde,
Não sei porque, eu me sinto assim,
Feito alguém sem identidade,
Parece até que eu perdi de mim,
Nas ruas dessa cidade,
No meio desse vai-e-vem sem fim,
Buscando minha verdade
Sem saber pra onde vou, nem de onde eu vim.
Então, eu parto em busca da nascente,
Onde brotei, riacho de água clara,
E vou regar a flor do novo amor
Que no meu peito o coração prepara.
Peço carona a um pé-de-vento
Que passe onde cresça a açucena
Pra aprender como se rouba o cheiro
Da maciez de uma pele morena.
Às vezes, num fim de tarde...(refrão)
Então, eu deito à sombra da mangueira,
Como se fosse fim de primavera,
Pra que a boca, com o gosto do fruto,
Saiba a doçura que a alma espera.
Vou me banhar lá na cachoeira,
Véu de noiva branco como o linho,
Para lavar do peito toda a mágoa,
Da pele, o pó que trago do caminho.
Às vezes, num fim de tarde...(refrão)
Mas eu bem sei que a minha identidade
Mora em meu canto, verso e melodia,
Mora na moça que eu beijo de leve,
Como uma flor que o vento acaricia.
Mora nas asas do meu pensamento
Quando liberta a suave rebeldia
De quem ainda crê, seja possível
Ganhar o pão, sem perder poesia.



Refletimos sobre o texto, a importância do professor e a construção da identidade que o mestre deve construir ao longo da sua visa profissional. Em seguida, dando início as atividades, ouvimos mais uma vez o depoimento de alguns professores sobre sua vida como mestre e também das atividades que foram realizadas na sala de aula no decorrer do mês.Dentre os vários depoimentos, alguns se destacaram pela postura do professor em propor atividades diversificadas para desenvolver suas aulas de língua portuguesa. O que me chamou mais atenção foi o relato de uma cursista que fez um diagnóstico no início do ano com os alunos de 5ª série e guardou os textos produzidos na época. Agora pediu outra produção textual e pôde comparar e comprovar o avanço dos seus alunos. Este relato gerou uma discussão muito gostosa, pois, foi enfatizado como o acompanhamento do professor e a disposição em realmente propor um trabalho que possa favorecer o crescimento do aluno é importante. Daí surgiu a reflexão sobre a diferença entre ser "professor" e ser "educador". Após essa discussão, lemos o texto " Linguagem" retirado da internet, via e-mail:


"Em uma escola heterogênea, onde estudam alunos de várias classese sociais, durante uma aula de português, a professora pergunta:

- Qual é o significado da palavra "óbvio"?

Rapidamente, Marcílio, rico, um dos mais aplicados alunos da classe, que estava sempre muito vestido, cheiroso e bonito, respondeu:

- Prezada professora, hoje acordei bem cedo, ao raiar da alva, depois de uma ótima noite de sono no conforto do meu quarto particular. Desci a enorme escadaria de nossa humide residência e me dirigi à copa onde era servido o café. Depois de deliciar-me com as mais apetitosas iguarias, fui até a janela que dá vista para o jardim de entrada e admirei aquela bela paisagem por alguns minutos, enquanto pensava como é agradável e belo o viver. Virando-me um pouco, percebi que se encontrava guardado na garagem o automóvel BMW pertencente a meu pai. Pensei com meus botões: " É ÓBVIO que meu pai foi ao trabalho de Mercedes."

Sem querer ficar para trás, Guilherme, de uma família de classe média, acrescentou:

- Professora, hoje eu não dormi muito bem, porque meu colchão é meio duro. Mas eu consegui acordar assim mesmo, porque pus o despertador do lado da cama para tocar cedo. Levantei meio zonzo, comi um pão meio muxibento e tomei café. Quando saí para a escola, vi que o fusca do papai estava na garagem. Imaginei: " É ÓBVIO que o papai foi trabalhar de ônibus".

Embalado na conversa, José, de classe baixa, também quis responder:

- Fessora, oje eu quase num durmi, purquê teve tiroteio até tarde na favela. Só acordei di manhã purquê tava morreno di fome, mas num tinha nada pra cumê mesmo... quando oiei pela janela du barracão, vi a minha vó cum jornal dibaxo du braço e pensei: "É ÓBVIO qui ela vai cagá. Num sabe lê!"


O texto gerou uma calarosa discussão sobre os argumentos usados por cada aluno para explicar o significado da palavra óbvio. A partir do texto, propus a seguinte atividade:

1. Organização de grupos de discussão sobre um assunto de interesse deles;

2. Cada grupo deve definir qual será a tese a ser defendida;

3. De cada grupo deve sair uma ou mais sugestões de argumentos que comprovem essa tese;

4. Um quadro semelhante ao da atividade 4 do Tp 6 p. 23 deve ser organizado, esquematizando a argumentação do texto;

5. A partir do quadro, cada grupo deve dar sua própria redação ao tema.


Os grupos produziram textos muito interessantes e em seguida fizemos a leitura do texto " Ampliando nossas referências: Argumentação " das páginas 59 até 61.Esse texto provocou uma reflexão interessante sobre a importância dos argumentos usados para nos comunicarmos.

Para aprofundar a discussão apresentei o texto"FALÁCIASFORMAIS" de Maria Lúcia de Arruda Aranha:


Nas falácias formais, o argumento não atende às regras da inferência válida.Entre as regras da coversão de proposições nas chamadas inferências imediatas, só se pode converter simplesmente uma proposição universal quando se trata de uma definição ou quando na recíproca os termos mantêm a mesma quantidade. Por exemplo: "Todo quadrado é um losango que tem um ângulo reto, portanto, todo losango que tem um ângulo reto é um quadrado". Caso contrário, trata-se de falácia:"Todos os mamíferos são vertebrados, logo, todos os vertebrados são mamíferos"".Vejamos mais dois exemplos:


Exemplo 1:


Todos os homens são loiros.

Ora, eu sou homem.

Logo, eu sou loiro.


Exemplo 2:


Todos os elefantes são vertebrados.

Ora, Jumbo é vertebrado.

Logo, Jumbo é elefante.


Á primeira vista ficamos tentados a dizer que o argumento 1 não é válido e o 2 é válido. Mas não é tão simples assim. Embora o 1 tenha a primeira premissa materialmente falsa (ou seja, o conteúdo dela não corresponde à realidade), trata´se de um argumento formalmente correto. Segundo as regras da lógica, colocadas tais premissas, necessariamente segue-se a conclusão.

Por outro lado, o argumento 2, que tendemos a considerar válido, é formalmente inválido. Não importa que a conclusão seja verdadeira, mas sim qua não se trata de uma construção logicamente válida.. Basta lembrar uma das regras do silogismo, segundo a qual o termo médio dever ser, pelo menos, uma vez, total. O termo médio "vertebrado" é particular nas duas proposições (os elefantes são alguns dentre os vertebrados, e Jumbo é um dos vertebrados).

Enfim, para se provar (demosntrar) a verdade da conclusão é preciso: 1. partir de premissas verdadeiras; 2. utilizar um argumento válido que conduza a essa conclusão".


A leitura e discussão do texto acima deu panos para mangas, em relação ao conteúdo trabalhado.

Para trabalhar o conteúdo "produção textual: planejamento e escrita"foram propostas as atividades do TP. Após uma dinâmica para formação de grupos, dividi as atividades da unidade 22 entre eles para que pudessem ler e socializar as propostas apontadas pelo TP.Enfatizamos as estratégias que devem ser usadas para produzir um texto. Simulamos um planejamento de escrita a partir da leitura de uma charge. O resultado foi muito bom, pois os professores puderam discutir sobre a importância do planejamento na construção do texto escrito.

Em seguida, os professores receberam mensagens sobre o dia do professor e foram convidados a preparar uma aula.

Vejamos alguns exemplos:


Mensagem: 'AO MESTRE COM CARINHO"


Objetivo: Produzir mensagem para o dia do professor.


01. Conversa informal sobre o professor;

02. Leitura silenciosa da mensagem;

03. Leitura dramatizada da mensagem;

04. Discussão sobre o gênero apresentado: mensagem;

05. Construção, pelos alunos, de um relato sobre sua trajetória escolar;

06. Produção coletiva de uma mensagem para o professor.

07. Socialização dos textos produzidos;

07. Produção de um livro contendo as mensagens para o professor.


Mensagem " O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO"


Objetivos: Estimular a capacidade reflexiva do aluno;

Explorar a oralidade e argumetação do aluno.


01. Conversa informal sobre "ser professor"

02. Dinâmica formação de dois grupos;

03. Apresentação, pleos alunos, dos aspectos positivos e negativos da profissão;

04. Construção de um painel contendo os aspectos descritos.

05. Socialização dos trbalhos produzidos.


Mais uma vez, enfatizamos a importância do planejamento na produção dos trabalhos. Logo após, socializamos alguns avançando na prática, fizemos uma rápida avaliação do encontro e sugerir as leituras e atividades para a próxima oficina.

Para finalizar, construímos cartões para o professor que foram trocados entre os participantes do encontro. O encontro foi muito descontraído e produtivo.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Musicalidade no processo de aquisição da linguagem oral e escrita

Tema: Musicalidade no processo da aquisição da linguagem oral e escrita

APRESENTAÇÃO

Este projeto foi elaborado com vistas a atender uma atividade solicitada aos participantes do curso Gestar II - Língua Portuguesa. Sendo uma alternativa para auxiliar a prática do educador possibilitando ao aluno se apropriar do sistema de escrita, ao mesmo tempo em que vai conhecendo a linguagem oral e escrita através da música, pois ela é guardiã dos princípios, costumes e problemas dos grupos sociais. É uma das mais ricas e universais formas de expressão humana que revela a cultura de uma época ou região.
O presente projeto traz sugestões de atividades a serem trabalhadas com as turmas de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental da rede municipal e estadual de Itamaraju - Bahia. Tendo como objetivo atender as necessidades existentes, que traz no seu conteúdo uma proposta interdisciplinar unindo o necessário ao prazeroso.
JUSTIFICATIVA
Em sociedades letradas, desde muito cedo, os alunos demonstram interesse e fazem reflexões sobre a função e o significado da escrita. Para que possam escrever autonomamente, é preciso que entrem em contato com diversos tipos de textos nas primeiras séries do Ensino Fundamental. O professor deve apresentar aos alunos poesias, contos, músicas, etc.
A música é a linguagem que ultrapassa os limites da palavra, é a expressão de sentimentos e emoções. Faz parte da vida do aluno desde seu nascimento, vindo das canções de ninar, cantigas de roda, rádio, discos, fitas. Antes mesmo de ler e escrver o aluno aprende a cantar.
A música tem grande força educativa, por isso torna-se agraável ensinar aos alunos através do canto, estimulando o desenvolvimento da escrita e leitura, constituindo assim uma atividade produtiva e significativa.
Nessa perspectiva, se faz necessária a elaboração do Projeto Musicalidade no processo da aquisição da linguagem oral e escrita com vistas a proporcionar aos educandos de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental o contato com atividades significativas relacionadas à linguagem musical.
OBJETIVO GERAL
Oportunizar aos alunos o contato com os diversos textos poéticos através da música, estimulando o desenvolvimento do sistema de leitura e escrita.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, interagindo com os outros e ampliando seu conhecimento do mundo.
- Desenvolver a oralidade e escrita, reconhecendo através da música a importância da leitura e da escrita.
- Discutir as diferenças nas estruturas existentes na família de hoje.
- Buscar estratégias de leitura para identificar informações nos textos verbais e não verbais.
- Explorar através da produção textual a estrutura dos textos produzidos.
METAS
Confeccionar um álbum musical ilustrado, composto de músicas trabalhadas na sala de aula e selecionadas pelos educandos e apresentá-las através de coreografias para a comunidade escolar.
ABRANGÊNCIA
Este projeto é destinado aos alunos de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental da rede pública municipal e estadual de Itamaraju - Bahia
METODOLOGIA
1° momento
Discussão acerca da necessidade de estudarmos sobre projeto
2° momento
Estudo do texto "Por que trabalhar com projetos" monitorado pela professora Luzeni Ferraz
3° momento
Debate sobre as especificidades de projeto a ser elaborado.
4° momento
Definição do tema
5° momento
Elaboração do projeto
6° momento
Execução do projeto
7° momento
Avaliação e auto-avaliação do projeto
PROGRAMAÇÃO
- Sensibilização através da música "Depende de nós" de Guilherme Arantes
- Levantamento de conhecimentos prévios referentes à música trabalhada
- Proposta de elaboração do projeto
- Confecção de uma lista com o auxílio dos educandos das músicas que serão trabalhadas
- Leitura e discussão da música "Oração da Família" de Padre Zezinho
* Rodinha para diálogo a respeito da letra da música enfocando a importância da mãe na família
* Produção de um acróstico com as palavras: mamãe e família
* Expressão artística através do desenho da família do aluno utilizando papel sulfite, lápis de cor, princéis atômicos, cartolinas, etc. e socializá-los com os colegas, reconhecendo as possíveis mudanças nas famílias
- Leitura e discussão do texto "Mamãe" de Agnaldo Timóteo
* Interpretação oral da música
* Confecção, em grupos, de textos sobre a importância da família
RECURSOS
Materiais: papel, CDs, revistas, jornais, fitas cassete, aparelho de som, cola tesoura, vídeo, lápis de cor, etc.
Humanos: Professores, alunos, coordenadores da rede municipal e estadual.
AVALIAÇÃO
A avaliação deverá ser feita de forma contínua e processual, possibilitando aos alunos a ampliação maior da necessidade de estudar a lingua materna e os níveis de desenvolvimento em relação à leitura e escrita.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Oficina de Língua Portuguesa

Tema: Coesão textual e relações lógicas no texto

TP : 5 Unidades: 19 e 20

Pauta: 16 de setembro de 2009

01. Acolhida
02. Relato de experiência
03. Sensibilização
04. Produção de texto
05. Apresentação dos trabalhos
06. Fundamentação teórica
07. Avançando na prática
08. Apresentação dos avançandos
09. Avaliação
10. A próxima oficina

Começamos a oficina com uma dinâmica de construção de texto. Foram distribuídas partes de um texto e cada professor deveria ler a sua parte de modo que tivesse sentido o texto. A dinâmica é muito engraçada, pois às vezes a parte não se encaixa e o texto fica completamente maluco. Após o momento descontraído, foi oportunizado aos cursistas relatarem situações vivenciadas por eles em sala de aula. Esta atividade é muito interessante, pois conseguimos visualizar como estão sendo desenvolvidas as atividades em sala de aula. Um dos depoimentos que chamou atenção e gerou uma boa discussão foi da professora X que sempre reclama muito dos desinteresses dos alunos. A turma começou a questionar sobre sua postura e ela acabou reconhecendo que a maneira como conduz as atividades não despertam interesse dos alunos que apresentam muitas dificuldades de leitura e escrita. Percebeu-se que a própria professora não tem domínio do conteúdo. Os seus textos são bem truncados. Em seguida, ouvimos várias sugestões dos colegas que procuraram ajudá-la.
Logo após, foi lida a mensagem "ENCONTRO" de Monique W. Figueiras, para sensibilização:
Que alegria
Hoje te encontro
Olhar claro como um raio
Raio que penetra
Penetra no meu ser
Ser em extinção?
Não.
Ser em processo...
Processo em valorização...
Minha profissão desafiante,
Crescimento e amplidão...
Professora!
Feliz estou por exercê-la,
Por ajudar no seu saber
Por pertencer a uma categoria.
Colega. Parceiro e amigo.
Obrigado por caminharmos juntos nesta jornada.
Depois de refletir sobre o texto acima, os professores em duplas receberam imagens do texto "BRUXINHA ATRAPALHADA" de Eva Furnari e em seguida produziram textos muito interessantes. Foi importante observar em suas apresentações a questão da coerência e da coesão nas suas produções.
A fundamentação teórica da oficina foi a leitura do texto do TP 5 páginas 166 e 167 de Ingedore G. V. Kock "A coesão textual" onde a autora trata o tema ao mesmo tempo que o relaciona com o tema da unidade anterior: a coerência.
Discutimos sobre os vários conceitos citados no texto de diversos autores e notamos a diferenciação de coerência e coesão que os autores apresentam.
Fizemos a leitura e discussão do seguinte texto:
COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAL
A coerência de um texto deve-se à organização global do texto, assegurando um princípio, um meio e um fim, uma adequação da linguagem ao tipo de texto e aobservância do sentido das palavras ou expressões empregadas e das idéias expostas. m linhas gerais, podemos dizer que um texto é coerente quando ele não contém contradições, o vocabulário utilizado é adequado, suas afirmações são relevantes para o desenvolvimento do tema, a sequência dos fatos está bem ordenada, sem períodos muito longos ou excessivamente fragmentados, e o gênero textual é adequado ao tipo de exposição.
Um texto é constituído de relações de sentido entre um ou vários conjuntos de vocábulos, expressões, frases (coerência) e do encadeamento linear dessas unidades linguísticas do texto (coesão). Portanto, coesão e coerência são elementos que devem estar associados para que tenhamos um texto, ainda que possamos encontrar textos destituídos de elos coesivos, sobretudo na linguagem poética.
Um texto não é apenas uma soma de orações. Ele deve ter coerência e coesão.
Enquanto a coerência reside na unidade do tema, a coerência é a conexão entre elementos ou partes do texto, observando-se sua interdependência.
Os recursos coesivos permitem que façamos referência às distintas partes de um texto sem a necessidade de repetir as mesmas palavras. Além disso, permite que enlacemos as idéias por meio de palavras que servem para conectá-las, estabelecendo o tipo de relação que buscamos conforme o sentido do texto.
A análise das questões do texto ajudaram a ampliar nossos conhecimentos em relação ao tema.
Analisamos o texto "CIRCUITO FECHADO" sob o ponto de vista da coerência e coesão. Também retomamos ao texto da dinâmica inicial para entendermos melhor que a coerência, como diz Marcuschi, "a simples justaposição de eventos e situações em um texto pode ativar operações que recobrem ou criam relações de coerência".
Em seguida, apresentei um exercício para completar as lacunas do texto com elementos que o tornasse coeso e coerente. Nesta atividade percebi a dificuldade dos professores para completar o texto deixando claro que, às vezes, ele não ensina porque não sabe. Mas por outro lado, muitos surpreenderam com a logicidade que deram ao texto.
Esta oficina foi muito proveitosa porque trabalhou questões que o professor anseia.
Como gosto sempre de fazer, lemos e discutimos sobre os avançandos na prática aprsentados no TP.
Em grupos, os cursistas planejaram as atividades e apresentaram para os colegas que puderam apreciar, analisar e sugerir propostas que certamente ajudarão a desenvolvê-las melhor.
Para avaliar os trabalhos foi feita a seguinte atividade: pedi que eles escrevessem palavras que transmitissem: ALEGRIA/ EMOÇÃO/ SAUDADE/ PRAZER/ DOR
Abaixo transcrevi algumas avaliações:
ALEGRIA: feriado, férias, filho, festa, dinheiro, saúde, felicidade, vitória, realização, conquista,
DEUS, parabéns, sucesso, etc.
DOR: fracassao, morte, ai, perda, decepção, fome, injustiça, doença, cansaço, etc.
EMOÇÃO: chegada, amor, reencontro, conquista, amor, viva, saúde, etc.
SAUDADE: amigos, adeus, tchau, triste, distância, partida, fim, amor, etc.
Prazer: dançar, comer, descansar, ler,internet, viver, trabalho, lazer, entrega, ajuda, família, etc.